422° ao 425° dia - Casamento na Espanha


Conheci o Paco ano passado, mais ou menos nessa época em Reggio Calabria, quando eu estava de férias visitando a Jani e a Bi, amigas da Ju, e ele andava com um grupo de espanhóis que estudavam na Universidade das gurias. De lá pra cá já nos encontramos várias vezes. Hoje ele trabalha perto de Milão num centro de pesquisa da Comunidade Européia. Não vou me alongar muito na introdução, o Paco é gente fina… quem sabe um dia vocês o conheçam.

O fato é que quando fui pra Milão com as gurias, encontrei novamente o Paco, e ele me convidou pro seu casamento. Na Espanha. Um típico casamento espanhol. A cidade é Jerez de los Caballeros, uma cidadezinha pacata “perto” de Sevilla. Sevilla foi meu destino, onde fui recebido pela Teresa (que era daquela turma de Reggio) e uma amiga. Fui pra casa da Teresa, onde deixei minhas coisas e saimos pra encontrar Pepa e Rocio (também de Reggio) que estava com alguns amigos. Eram ja 2 da manha… Fomos a um bar tomar uma cervejinha e conversar. As 4 e meia estavamos em casa.


Rocio e eu

O sabado comecou ao meio dia. Teresa e Pepa tinham já que cuidar dos arranjos seus pro casamento, presente e tal. Me encontrei com Rocio que fez de minha guia pela cidade. Visitei o Duomo, Jardins de Murillo, Plaza de España, o centro histórico… Almoçamos juntos todos e depois continuei meu giro sozinho. Fiz até passeio de barco pelo rio Guadalquivir, que vem do árabe e significa “grande rio”. Aliás Sevilla tem muita influência árabe… As 21 já estava em casa. E fim de dia porque o amanhã seria bem cheio.


Pontes feitas para a Expo 92

Plaza de España

A vista da cidade de cima do Duomo

Acordamos as 7:30. Rocio e Pepa nos pegaram e juntos encontramos Nacho (pra variar… da turma de Reggio) aí pelas nove e pouco, e com seu carro nos levou por mais ou menos 180km ao norte de Sevilla, até Jerez de los Caballeros, a pequena cidadezinha de Paco, com cerca de 11 mil habitantes.

(ops… Estava escrevendo esse texto do meu palm, deitadinho na sala de espera vazia pro vôo de volta Sevilla-Madrid-Roma quando ouço meu nome ser chamado nos alto falantes do aeroporto, pro balcão da Iberia. Como o vôo de Madrid ia atrasar, vão me botar num vôo Sevilla-Barcelona-Roma. Chego na mesma hora em Roma. Ta bom, so perdi o lugar na janela e o sofa pra deitar, já que essa sala tá lotada e embarco daqui a pouco.)

Bom, mas voltando ao assunto, ao chegar em Jerez, encontramos o “noivo Paco” em casa, mudamos de roupa e fomos todos a igreja, onde ainda encontramos mais dois membros da turma de Reggio: Silvia e Peña. Cerimônia simples, mas cerca de 300 convidados. Missa curta, de uns 45 minutos. Depois da missa recepção no “Hotel Hoasis”. Aqui preciso dizer e certo que muitos não irão acreditar - ao menos até provarem vocês mesmos - comi o melhor presunto que deve existir na face da terra. Juro que era um espetáculo e não tem como descrever mais. Não houve uma única pessoa que não elogiou a qualidade. Outros petiscos acompanhavam. Podia ficar o dia todo ali comendo o presunto de Jerez de los Caballeros - Jamón Ibérico. Depois de comermos já quase até morrer, a festa apenas começava, e o buffet nos esperava no andar de baixo.


A noiva entrando na igreja…

… os noivos e a familia.

A mesa de Reggio Calabria…

… a gurizada de Reggio Calabria (Teresa, Rocio, Nacho, Silvia, Peña e Pepa)…

… e o menu completo!

“Mamma mia”, já diria em italiano. Quanta comida. Depois, bar aberto até a noite, com banda tocando ao vivo, baile espanhol e charutos para comemorar. Aí pela meia noite fomos pro quarto do hotel que o Paco ja tinha reservado pra nós. Nacho e eu ficariamos ali a noite. Tomamos banho e fomos pra uma discoteca curtir o que ainda haviq de noite. As gurias dormiram na casa de um tio do Paco.

Hoje pela manhã acordamos as 10:30, tomamos café e fomos ver a nova casa do Paco. Muito tri mesmo. Ele volta a Itália na próxima semana, termina seu contrato na cidade dele (Ispra) lá perto de Milão e volta em definitivo pra Jerez pra morar com sua esposa María Belén.

Nos despedimos na sua nova casa. Voltei com as gurias e Nacho pra Sevilla. Deixamos Rocio e Pepa no caminho do aeroporto, onde me acompanharam Teresa e Nacho. E aqui estou… De pé na fila pro embarque, de volta a Roma.

Ciao Sevilla!

Ahahah… Nota de última hora: Estou dentro do avião e agora aconteceu uma cena espetacular. Estava no meu llugar no corredor e uma senhora chega pra sentar na minha fila e reclama sozinha em espanhol algo como: “O que? Droga! Eu pedi corredor e me deram a janela”. Larguei meu portunhol nela: “Perdón, non te gusta la ventana? Podemos cambiar”. Ela ficou toda alegre, deu “muchas gracias” e vim pra janela! Ehheheheh… Bala! Ou melhor “vale, vale, venga”, como dizem eles. :-)

Mais notas de última hora: depois de passar correndo nos free shops pra achar - e comprar - a camisa da seleção espanhola, vi que o meu vôo está atrasado em 1 hora. Droga, risco perder a hora do último trem pra casa em Fiumicino, que fica fora de Roma. Bom, pelo menos não foi de todo mal, porque acabei achando na loja da Nike a camisa da seleção de Portugal. Comprei também. Agora falta da Itália. Descobri hoje que os aeroportos (pelo menos esse de Barcelona) são o melhor lugar pra comprar essas camisas. A da Espanha consegui com 30% menos, e a de Portugal uns 15%. Ou deve ser época de saldos por aqui também. Hoje to com espírito consumista, melhor o vôo não atrasar mais…

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